28-02-2014
Ética Profissional, Higiene Pessoal e Relações Humanas

CEPSC - CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SÃO CARLOS

Ética Profissional, Higiene Pessoal e Relações Humanas.
Trabalho apresentado pela aluna Loiri Dalanhol Clos, do curso de Massoterapia, da turma de nº 024.
CASCAVEL – 2003

Ética Profissional
A Ética é o estudo geral do que é bom ou mal, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado ou inadequado. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos - Moral e Direito - pois não estabelece regras. Esta reflexão sobre a ação humana é que caracteriza a Ética. 


Ética Profissional: Quando se inicia esta reflexão?
Esta reflexão sobre as ações realizadas no exercício de uma profissão deve iniciar bem antes da prática profissional.
A fase da escolha profissional, ainda durante a adolescência muitas vezes, já deve ser permeada por esta reflexão. A escolha por uma profissão é optativa, mas ao escolhê-la, o conjunto de deveres profissionais passa a ser obrigatório. Geralmente, quando você é jovem, escolhe sua carreira sem conhecer o conjunto de deveres que está prestes a assumir tornando-se parte daquela categoria que escolheu.


Toda a fase de formação profissional, o aprendizado das competências e habilidades referentes à prática específica numa determinada área, deve incluir a reflexão, desde antes do início dos estágios práticos. Ao completar a formação em nível superior, a pessoa faz um juramento, que significa sua adesão e comprometimento com a categoria profissional onde formalmente ingressa. Isto caracteriza o aspecto moral da chamada Ética Profissional, esta adesão voluntária a um conjunto de regras estabelecidas como sendo as mais adequadas para o seu exercício.


Mas pode ser que você precise começar a trabalhar antes de estudar ou paralelamente aos estudos, e inicia uma atividade profissional sem completar os estudos ou em área que nunca estudou, aprendendo na prática. Isto não exime você da responsabilidade assumida ao iniciar esta atividade! O fato de uma pessoa trabalhar numa área que não escolheu livremente, o fato de “pegar o que apareceu” como emprego por precisar trabalhar, o fato de exercer atividade remunerada onde não pretende seguir carreira, não isenta da responsabilidade de pertencer, mesmo que temporariamente, a uma classe, e há deveres a cumprir.


Um jovem que, por exemplo, exerce a atividade de auxiliar de almoxarifado durante o dia e, à noite, faz curso de programador de computadores, certamente estará pensando sobre seu futuro em outra profissão, mas deve sempre refletir sobre sua prática atual. 


Ética Profissional: Como é esta reflexão?
Algumas perguntas podem guiar a reflexão, até ela tornar-se um hábito incorporado ao dia-a-dia.
Tomando-se o exemplo anterior, esta pessoa pode se perguntar sobre os deveres assumidos ao aceitar o trabalho como auxiliar de almoxarifado, como está cumprindo suas responsabilidades, o que esperam dela na atividade, o que ela deve fazer, e como deve fazer, mesmo quando não há outra pessoa olhando ou conferindo.


Pode perguntar a si mesmo: Estou sendo bom profissional? Estou agindo adequadamente? Realizo corretamente minha atividade?
É fundamental ter sempre em mente que há uma série de atitudes que não estão descritas nos códigos de todas as profissões, mas que são comuns a todas as atividades que uma pessoa pode exercer.


Atitudes de generosidade e cooperação no trabalho em equipe, mesmo quando a atividade é exercida solitariamente em uma sala, ela faz parte de um conjunto maior de atividades que dependem do bom desempenho desta.
Uma postura proativa, ou seja, não ficar restrito apenas às tarefas que foram dadas a você, mas contribuir para o engrandecimento do trabalho, mesmo que ele seja temporário.


Se sua tarefa é varrer ruas, você pode se contentar em varrer ruas e juntar o lixo, mas você pode também tirar o lixo que você vê que está prestes a cair na rua, podendo futuramente entupir uma saída de escoamento e causando uma acumulação de água quando chover. Você pode atender num balcão de informações respondendo estritamente o que lhe foi perguntado, de forma fria, e estará cumprindo seu dever, mas se você mostrar-se mais disponível, talvez sorrir, ser agradável, a maioria das pessoas que você atende também serão assim com você, e seu dia será muito melhor.


Muitas oportunidades de trabalho surgem onde menos se espera, desde que você esteja aberto e receptivo, e que você se preocupe em ser um pouco melhor a cada dia, seja qual for sua atividade profissional. E, se não surgir, outro trabalho, certamente sua vida será mais feliz, gostando do que você faz e sem perder, nunca, a dimensão de que é preciso sempre continuar melhorando, aprendendo, experimentando novas soluções, criando novas formas de exercer as atividades, aberto a mudanças, nem que seja mudar, às vezes, pequenos detalhes, mas que podem fazer uma grande diferença na sua realização profissional e pessoal. Isto tudo pode acontecer com a reflexão incorporada a seu viver.


E isto é parte do que se chama empregabilidade: a capacidade que você pode ter de ser um profissional que qualquer patrão desejaria ter entre seus empregados, um colaborador. Isto é ser um profissional eticamente bom.


Ética Profissional e relações sociais:
O varredor de rua que se preocupa em limpar o canal de escoamento de água da chuva, o auxiliar de almoxarifado que verifica se não há umidade no local destinado para colocar caixas de alimentos, o médico cirurgião que confere as suturas nos tecidos internos antes de completar a cirurgia, a atendente do asilo que se preocupa com a limpeza de uma senhora idosa após ir ao banheiro, o contador que impede uma fraude ou desfalque, ou que não maquia o balanço de uma empresa, o engenheiro que utiliza o material mais indicado para a construção de uma ponte, todos estão agindo de forma eticamente correta em suas profissões, ao fazerem o que não é visto, ao fazerem aquilo que, alguém descobrindo, não saberá quem fez, mas que estão preocupados, mais do que com os deveres profissionais, com as PESSOAS.


As leis de cada profissão são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais, a categoria como um todo e as pessoas que dependem daquele profissional, mas há muitos aspectos não previstos especificamente e que fazem parte do comprometimento do profissional em ser eticamente correto, aquele que, independente de receber elogios, faz A COISA CERTA. 


Ética Profissional e atividade voluntária:
Outro conceito interessante de examinar é o de Profissional, como aquele que é regularmente remunerado pelo trabalho que executa ou atividade que exerce, em oposição a Amador. Nesta conceituação, se diria que aquele que exerce atividade voluntária não seria profissional, e esta é uma conceituação polêmica.
Em realidade, Voluntário é aquele que se dispõe, por opção, a exercer a prática Profissional não remunerada, seja com fins assistenciais, ou prestação de serviços em beneficência, por um período determinado ou não.


Aqui, é fundamental observar que só é eticamente adequado, o profissional que age, na atividade voluntária, com todo o comprometimento que teria no mesmo exercício profissional se este fosse remunerado.
Seja esta atividade voluntária na mesma profissão da atividade remunerada ou em outra área. Por exemplo: Um engenheiro que faz a atividade voluntária de dar aulas de matemática. Ele deve agir, ao dar estas aulas, como se esta fosse sua atividade mais importante. É isto que aquelas crianças cheias de dúvidas em matemática esperam dele!


Se a atividade é voluntária, foi sua opção realizá-la. Então, é eticamente adequado que você a realize da mesma forma como faz tudo que é importante em sua vida. 
Ética Profissional: Pontos para sua reflexão:
É imprescindível estar sempre bem informado, acompanhando não apenas as mudanças nos conhecimentos técnicos da sua área profissional, mas também nos aspectos legais e normativos. Vá e busque o conhecimento. Muitos processos ético-disciplinares nos conselhos profissionais acontecem por desconhecimento, negligência.


Competência técnica, aprimoramento constante, respeito às pessoas, confidencialidade, privacidade, tolerância, flexibilidade, fidelidade, envolvimento, afetividade, correção de conduta, boas maneiras, relações genuínas com as pessoas, responsabilidade, corresponder à confiança que é depositada em você...
Comportamento eticamente adequado e sucesso continuado são indissociáveis! 


Higiene Pessoal
A base para as Boas Maneiras é a autoestima. Se a pessoa não se valoriza, então não se cuida; se não dá trato a si mesma e se a sua própria figura e os seus modos ofendem pela inadequação o sentimento de sociabilidade de seus semelhantes, cai por terra toda possibilidade de que seus gestos possam significar deferência e respeito para com os outros. Os cuidados consigo mesma, incluída a higiene pessoal e a higiene do ambiente pelo qual a pessoa é responsável, devem ser, portanto, o ponto de partida.


O Brasil tem ainda, no campo e nas cidades, muita gente de hábitos muito primitivos de higiene, o que me obriga, dentro do propósito destas minhas páginas, a abordar alguns costumes que as pessoas mais cultas acharão detestáveis. Não tomem como desrespeito e insensibilidade, pois desejo mostrar uma realidade a aqueles que podem, através do ensino, contribuir para que tais hábitos sejam mudados.
Abaixo estão listados alguns tópicos relativos à higiene do corpo e ao asseio ambiental, para atenção em relação às crianças e aos jovens, em casa e na escola, e a adultos assistidos.


O Corpo
Além de fundamental para o intercâmbio social, a higiene do corpo é também importante para a saúde. Inúmeras doenças, principalmente da pele, dermatoses, decorrem de falta de higiene. Manter o corpo asseado e perfumado, e as roupas limpas, são os primeiros preceitos a serem ensinados às crianças e jovens, no lar e na escola, e um imperativo para os adultos. 


Cheiro do corpo: O cheiro do corpo pode afetar o ambiente social, como é o caso do cheiro de suor, a bromidrose (suor malcheiroso) e do mau hálito, ou pode afetar apenas o relacionamento entre duas pessoas, como é o caso dos odores em partes íntimas. 


Origem do odor: Como a maioria dos animais, o homem tem dois tipos de glândulas sudoríparas, as glândulas ecrinas, que produzem apenas líquido refrescante para o corpo, e as glândulas apocrinas, cuja secreção transporta gorduras e proteínas das células para o exterior do corpo. 


As glândulas ecrinas estão distribuídas por todo o corpo e abrem diretamente na superfície da pele. Elas respondem prontamente a tensões ou ao calor. O suor que produzem é um plasma filtrado incolor que é 99% água e 1% outras substâncias químicas como compostos de sódio, cloro, potássio, cálcio, fósforo e ácido úrico.
As glândulas apocrinas, ao contrário, concentram-se em certas áreas peludas: nas axilas, na parte cabeluda da cabeça, e nas regiões umbilical, pubiana e anal. O suor que produzem vaza para os folículos capilares (raiz dos cabelos), e não diretamente sobre a pele. A secreção das glândulas apocrinas é alimento para as bactérias que estão na epiderme, e os produtos do metabolismo das gorduras e proteínas secretadas, digeridas pelas bactérias, é que produzem o cheiro desagradável do suor. 


Raça: Nos estudos sobre características raciais, - uma das preocupações mais fortes da sociologia em fins do século XIX e primeira metade do século XX -, indicaram que são os europeus e africanos que possuem maior quantidade de glândulas sudoríparas do tipo apocrina. A raça mongol tem menor quantidade, e nas axilas, onde a concentração é normalmente maior nas duas primeiras raças, os mongois podem não ter nenhuma, ou ter muito poucas.

Os japoneses quase não têm odor nas axilas. Ao tempo da escravatura, os negros africanos se queixavam do cheiro dos mercadores franceses que iam comprar negros na África. Diziam que cheiravam a "galinha molhada". No entanto, algumas etnias negras têm odor mais forte que os brancos.


Genética: Além da tendência racial, a genética individual faz variar a intensidade do odor entre membros do mesmo grupo étnico. Variam individualmente a distribuição, a quantidade e a intensidade da atividade das glândulas sudoríparas. Algumas pessoas têm hiperidrose axilar, ou excesso de suor nas axilas, que deixa grandes manchas na roupa. Essas pessoas geralmente não têm bromidrose porque a sudorese das glândulas écrinas, como que lava as secreções produzidas pelas glândulas apócrinas que são as responsáveis pelo cheiro forte de suor. 


Atividade física intensa: As pessoas de qualquer raça que caminham muito, ou passam muito tempo em ambientes quentes e fechados, adquirem cheiro de corpo; o suor se acumula sobre a pele e impregna as roupas, quando essas são pouco ventiladas ou muito absorventes, e as secreções rapidamente deterioram devido a alimentarem as bactérias que existem na pele.


Alimentação: Outro fator é a alimentação. O que a pessoa come como base de sua alimentação pode provocar cheiro do corpo. Eu próprio constatei, em uma área onde a população consumia muita rapadura, - embora não fosse uma região canavieira -, que as pessoas tinham um intenso odor de açúcar mascavo.


Fungos: São causa do mau cheiro nos pés os fungos, que provocam fissuras entre os dedos ou se concentram em pequenos nódulos na base dos artelhos na micose conhecida como pé de atleta. É, no entanto, um cheiro diferente do cheiro produzido por bactérias a partir do suor. É inútil tentar resolver o problema com qualquer tipo de talco. É necessário um bom fungicida, que um farmacêutico experiente saberá indicar.


Vestuário: As roupas retêm o calor do corpo e por isso favorecem o suor e a consequente produção dos resíduos bacteriológicos que geram o mau cheiro. Mas o odor pode inclusive provir da própria roupa, e não do suor. Alguns tecidos sintéticos usados em camisas ficam mal cheirosos quando aquecidos pelo calor do corpo. Também a roupa que é lavada mas não perde todo o sabão, ou que demora a secar, principalmente na época de chuva, adquire odor desagradável.


Outras causas: Alguns problemas de saúde são causas menos comuns da bromidrose.
 

Soluções
Mau cheiro: O banho diário utilizando-se uma escova para escovar as axilas com espuma de sabão e a aplicação de um desodorante comum ao local, após o banho, é talvez a melhor solução para se evitar o mau cheiro axilar. Se não houve cuidados prévios, e já está formado um revestimento amarelado em cada pelo, então é necessária a remoção dos pelos com um aparelho de barbear. Os pelos que nascerão depois se manterão limpos se forem tomados os cuidados acima indicados.
É necessário distinguir entre desodorante e antitranspirante. O primeiro cobre ou absorve os odores sem limitar a transpiração. O segundo inibe ou restringe a transpiração por reduzir as dimensões dos poros ou por obstruir e retardar sua secreção. Hidroclororeto de alumínio é o composto mais usado em desodorantes e antitranspirantes. O talco também absorve a umidade e o odor, porém com menor resultado. Existe também a solução cirúrgica, que consiste na eliminação de parte das glândulas sudoríparas. 


Mau hálito: São apontadas causas variadas para o mau hálito. É atribuído a refluxos do estômago que alcançam a garganta, à inflamação das gengivas, à simples presença de alimentos envelhecidos retidos entre os dentes, à cárie dentária e também as amígdalas que, mesmo que estejam sadias, em alguns casos têm uma estrutura que facilita a retenção de resíduos (pequenos carocinhos branco-amarelados) e neste caso o único modo de eliminar o mau hálito definitivamente é com a extirpação desses pequenos órgãos.

A pessoa deve ser encorajada a procurar junto aos profissionais em cada área a possível causa do problema. Na escola as crianças podem ser ensinadas a escovar os dentes de modo a deixar os interstícios limpos (comprimindo a escova e fazendo penetrar seus fios nos espaços entre os dentes, ou usando fio-dental) e as gengivas (na parte superior e mais alta, ou na parte inferior e mais baixa) bem massageadas; a mestra deve enviar um alerta aos pais, se o caso for persistente.


Cabelos: O cabelo, independentemente do estilo, deve estar sempre limpo e bem cortado, e a barba feita. Barba e cabelos crescidos e sujos geram, além de mau cheiro, coceiras devidas à foliculite e as parasitas do couro cabeludo. Após um dia de suor e poeira, tomar um bom banho lavando bem a cabeça. Prestar atenção permanentemente, principalmente quanto às crianças que frequentam a escola, para verificar se há contaminação por piolhos.


O rosto: O rosto é nosso cartão de apresentação principal. Contem um grande número de informações de interesse social. Uma pessoa sagaz, analisando os traços, os movimentos e o trato do rosto de alguém, pode intuir muita coisa sobre a sua personalidade, de modo que suas maneiras em relação ao outro serão influenciadas por esses sinais. Não cabe aqui analisar essas mensagens, porém apenas ressaltar os aspectos relativos à higiene.


Acne: Lavar bem o rosto (e esfregar as costas com uma escova macia) é certamente uma medida eficaz para diminuir o número de espinhas ou acne, pois elimina a oleosidade excessiva da pele, pode desobstruir os poros e evitar o crescimento e a dispersão das bactérias na pele.


Limpeza do Nariz e da Garganta: Este é um tópico atroz, no que diz respeito aos hábitos da gente comum, pouco educada e por isso pouco respeitadora da sensibilidade alheia, da higiene pessoal em locais privados e públicos. Ficou-me a lembrança de, ao me dirigir certa vez a uma seção do Departamento dos Correios e Telégrafos para recolher uma encomenda especial, ao longo de um corredor iluminado por vidraças de janelas altas, ver as paredes revestidas de escarros ressecados, até a altura de cerca de meio metro do chão.

Ao passar diariamente por ali, os funcionários displicentemente apertavam o nariz e o assoavam com violência na direção da parede, e cada um lá deixava a sua marca o que, ao longo dos anos, criou aquela crosta repugnante. Dava pena que isto acontecesse no interior de um edifício orgulho da cidade, com sua imponente torre com seu relógio, na esquina da sua avenida principal com a rua que beirava o largo rio, fronteiro a uma bonita ponte, mas cujos funcionários, infelizmente, não ouviram da professora na escola primária que não se escarra no chão nem nas paredes. 


Essa inépcia com a limpeza do nariz é somente dos brasileiros? Apesar dos estrangeiros de regiões civilizadas detestarem ver tal coisa no Brasil, também em outros países o povo rude tem hábitos igualmente reprováveis, e os conserva mesmo depois de adquirirem um verniz doutoral. Vi um professor universitário, originário de uma ex-colônia britânica, que limpava o nariz com as mãos e esfregava os dedos na parede atrás da sua cadeira. Visto de frente no seu escritório, ele estava sentado tendo por fundo uma auréola de pequenos dejetos petrificados.
Não menos repugnante é aspirar ruidosamente o muco do nariz para o fundo da garganta e engolir, o que muitos fazem sem se importar onde estão, mesmo que estejam à mesa das refeições.


Outro péssimo hábito é escarrar na pia do banheiro público, cuja bacia não raro mostra restos desses fluxos orgânicos. Se já está dentro de um banheiro, a pessoa deve usar o papel higiênico para assoar o nariz e lançar o papel usado no vaso e dar descarga. 


Desculpem-me chamar a atenção tão cruamente para hábitos tão chocantes, mas tão comum em nossa gente. Perdeu-se o hábito de as pessoas levarem consigo um lenço de cambraia, que deveria ter sido substituído modernamente pelo lenço de papel mas que foi simplesmente esquecido. Deve-se ter lenço de papel à mão para limpeza do nariz e também para o muco da garganta que deve ser discretamente cuspido no papel, que será suficiente para embalar a carga a ser lançada em segurança na cesta de lixo ou em um vaso sanitário. Não tendo lenços, folhas dobradas de papel higiênico, ou mesmo guardanapos de papel, podem ser levados na bolsa ou no bolso, para as emergências. Com certeza conta-se entre os gestos mais elevados de caridade ajudar a esse respeito às pessoas doentes e inválidas.


Coriza: Se a criança ou o adulto estão sempre de nariz escorrendo, resfriados, isto sem dúvida os prejudica no relacionamento social. Necessitam que sejam incluídas em sua alimentação elementos fortificantes como cálcio, vitaminas - principalmente vitamina "C". O Ministério da Saúde distribui o pó multi-mistura, rico em elementos nutricionais e vitaminas, para ser incluído nas refeições.


Mãos e unhas: O aperto de mão quando esta está suada, suja e pegajosa e as unhas dos dedos estão crescidas e abrigam sujeira, causa repulsa. Desde muito cedo os meninos e as meninas devem ser ensinados a cuidar das unhas dos pés e das mãos. Aos meninos basta aprender a usar um cortador de unhas e a mantê-lo em sua caixinha ou gaveta pessoais, em casa. Os homens podem utilizar esse mesmo instrumento, simples e barato, em lugar de tentar cortar as unhas com tesouras grandes ou ponta de faca ou canivete. Ter um cortador de unhas em casa é conveniente mesmo para os que preferem pagar o serviço nas barbearias que oferecem manicuras para limpeza, corte, polimento e verniz.

As meninas e as mulheres, mais que os homens, atentam para o cuidado das unhas, mas não deveriam esperar até que a pintura fique em muito mal estado para refazê-la. Esmaltes de cores claras contribuem mais para o aspecto de limpeza e elegância das mãos femininas, que os esmaltes de cores escuras. 


Defeitos físicos que chamam atenção e por isso desequilibram o relacionamento pela aversão natural que possam despertar nas outras pessoas, podem na maioria das vezes ser corrigidos pela cirurgia plástica. Os pais de uma criança que tenha nascido com lábios leporinos, ou o jovem portador de algum defeito físico hoje facilmente corrigível pela cirurgia, devem ser encorajados e auxiliados nesse particular. O mesmo se aplica a verrugas e pólipos.


Relações humanas
A Experiência de Hawthorne
A partir da Abordagem Humanística, a Teoria Administrativa sofreu uma verdadeira revolução conceitual, agora a ênfase era nas pessoas que trabalhavam na organização, seu surgimento foi possível devido o desenvolvimento da Psicologia, bem como as modificações ocorridas no panorama social, econômico e político da época. Tal teoria só começou após a morte de Taylor, a partir da década de 30.
A Teoria das Relações Humanas foi desenvolvida principalmente por cientistas sociais entre eles George Elton Mayo, considerado o fundador da escola graças às conclusões obtidas na Experiência de Hawthorne, sendo um movimento de oposição a Teoria Clássica.


Em 1927 iniciou-se uma experiência em uma fabrica da Western Electric Company, situada em Chicago, no bairro de Hawthorne, cuja finalidade era determinar a relação entre a intensidade de iluminação e a eficiência dos funcionários medida através da produção. As conclusões dessa experiência foram:
- O nível de produção é resultante da integração social e não da capacidade física.
- Comportamento social dos empregados, espelhado no grupo e não em si.
- Recompensas e sanções sócias influem no comportamento dos trabalhadores.
- Criação de grupos informais através de regras de comportamento.
- Aumento das relações humanas através da participação nos grupos informais.
- Importância do conteúdo do cargo, pois trabalhos simples e repetitivos tendem a se tornar monótonos.
- Maior ênfase nos aspectos emocionais.


Com os resultados obtidos nessa experiência o engenheiro e o técnico cedem lugar ao psicólogo e ao sociólogo, surgindo então uma nova concepção sobre a natureza do homem, o homem social. Devido a Teoria das Relações Humanas passou-se a estudar a influencia da motivação no comportamento das pessoas e a compreensão da motivação exige o conhecimento das necessidades humanas.


A motivação refere-se ao comportamento que o causado por necessidades dentro do indivíduo e que é dirigido em direção aos objetivos que podem satisfazer suas necessidades. Foram identificados três estágios de motivação:
- Necessidades fisiológicas;
- Necessidades psicológicas, e
- Necessidades de auto realização.


A mensagem é clara, pode-se motivar uma pessoa quando se sabe o que ela necessita e quando uma necessidade de um determinado nível é satisfeita passa-se para o próximo nível na hierarquia. A organização informal ganha importância e tem sua origem na necessidade do individuo de conviver com os demais seres humanos, ela possui as seguintes características:
- Relação de coesão ou antagonismo;
- Status de seus membros;
- Possibilidade de oposição à organização formal;
- Padrões de relações e atitudes.


Assim como as demais teorias anteriores essa também sofreu várias críticas, entre elas: inadequada visualização dos problemas das relações industriais, concepção ingênua do operário, limitação do campo experimental (fábrica novamente), ênfase nos grupos informais e enfoque manipulativo das relações humanas. Mais adiante a Teoria passa por uma completa reelaboração depois de tantas criticas e passa a se chamar Teoria Comportamental.

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